MANIFESTE-SE OH FILHO DE DEUS
por Mônica Carvalho Costa
O nascimento de Jesus deveria ser comemorado todos os dias pois todos os dias o Senhor nasce no coração de um pecador arrependido. Para mim, esse é o verdadeiro Natal. Entretanto, não posso me negar a dizer o que sinto em relação a festa natalina.
Nos últimos anos, muitos cristãos têm se levantado para contestar o Natal. Não ligo que procedam desta maneira, mas, questiono alguns posicionamentos daqueles que querem apagar a idéia do Natal. Para os poucos estudiosos, é sabido que Jesus não nasceu no dia 25 dezembro. Nem há relatos bíblicos sobre qualquer símbolo natalino usado nesses dias, a não ser a estrela de Belém.
Todos sabemos que o inimigo de nossas almas, inventor de fábulas e doutrinas de demônios faz de tudo para distorcer os fatos bíblicos e confundir as pessoas acerca das coisas de Deus. No entanto, nunca recebi um só texto em minha caixa postal de alguém contestando o coelho da Páscoa. E desconfio se alguns desses téologos de plantão abstenham-se de comer chocolates nesse dia. E exceto os cristãos, ninguém mais no mundo se lembra de Jesus na Páscoa.
Não vejo, o povo que contesta o Natal, realizando grandes feitos para expandir o reino de Deus e fazer Jesus conhecido por todas as nações. Nem influenciando a sociedade para mudanças no calendário de festas públicas. Contudo, o Natal é uma festa unânime em todo o mundo. No Japão, muitas pessoas procuram a igreja cristã nessa época porque se sentem atraídas pela comemoração. Aliás, o país que antes via o Natal como uma data importada que animava o comércio, agora vive o sentimento natalino com grande intensidade e a prova disso está no volume de ruas enfeitadas e iluminadas pelas luzes do Natal.
Claro, poderíamos eliminar a comercialização do sentimento, as figuras do Noel e do pinheiro, que nada lembram o amor de Deus. Porém, não podemos apagar todo um significado que faz do Natal a data mais especial que qualquer outra no planeta. O Natal é um tempo que une as pessoas. Nessa época as pessoas se solidarizam, se doam, se perdoam, compartilham, conversam, se lembram uma das outras, se reúnem em família. Os corações estão mais sensivéis e as crianças são priorizadas. Porque não aproveitar essa oportunidade para dizer que Deus nos amou primeiro e de tal maneira que enviou seu próprio filho para nos salvar da morte eterna, da violência, da perversidade, da corrupção de nossos corações.
Porque não aproveitar a oportunidade para reunir a família e na hora da ceia lembrar que Jesus é o Pão vivo que desceu do céu e que quem dele se alimenta jamais terá fome em sua alma. Afinal, o mundo está cheio de almas famintas, procurando no lixo da vida, nas esquinas dos bares, nas camas de móteis, algo que satisfaçam suas necessidades de afeto e alegria. Não vamos perder tempo para lutar contra símbolos ou idéias profanas, porque isso levaria o ano inteiro. Vamos aproveitar para dizer que a beleza do Natal está justamente em olharmos uns para os outros e percebermos que somos frágeis sem Deus..
Me lembro de quando passei o Natal de 2001 na UTI do Hospital Internacional de Nagoya. Eu era a única brasileira entre as dezenas de pacientes que não poderiam sequer se levantar para abraçar alguém naquele Natal. Sabendo que eu era cristã, algumas enfermeiras vieram se solidarizar comigo dizendo que sabiam o quanto aquela data era importante para mim. Trouxeram-me cartões confeccionados e assinados por várias pessoas da equipe. Quando me pergutaram o que poderiam fazer por mim naquele dia, pedi que tocassem um cd diferente daqueles que ouvíamos todos os dias como música ambiente. E atenderam-me. Durante três dias e três noites, tocou-se o mesmo cd, porque cada equipe que trocava de turno queria escutá-lo. As músicas em português e japonês falavam do amor de Deus, de nosso Salvador Jesus. Durante aqueles dias, as mulheres na UTI receberam um novo bálsamo. Foi uma maneira inusitada de evangelizar. Para mim esse é o verdadeiro Natal!